5 dicas para ter uma casa mais sustentável

05 junho 2021

De Ana Catarina

5 dicas para ter uma casa mais sustentável

“Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”, a célebre frase usada por Neil Armstrong quando pisou a lua pela primeira vez é perfeitamente aplicável à urgente necessidade de salvar o Planeta Terra. Poluição, stress hídrico, aquecimento global, alterações climáticas, gestão de resíduos… estes são alguns dos problemas que o meio ambiente enfrenta. A mudança está e nós e pode, desde logo, começar dentro das nossas casas com a alteração de pequenos hábitos e a implementação de novos costumes no dia-a-dia. Atente às nossas dicas e torne o seu lar num local mais sustentável e amigo do ambiente.

 

Aposte em plantas e numa horta vertical

De acordo com o Feng Shui, a filosofia que estuda a influência dos espaços no nosso bem-estar, as plantas são filtros energéticos. Vanda Passos, Consultora de Feng Shui na Escola Nacional de Feng Shui, defende que “para além dos benefícios estéticos e psicológicos de conviver com plantas, elas produzem iões negativos, importantes para a nossa saúde e bem-estar, limpam o ar de impurezas e diversos gases nocivos que são libertados de produtos de limpeza, vernizes, MDF e aglomerados do mobiliário, fibras e outros componentes dos têxteis, entre muitos outros lixos invisíveis aos nossos olhos que compõem a nossa envolvente”, pode ler-se num artigo publicado no site da instituição. A especialista sugere ainda algumas plantas fáceis de cuidar e indicadas para ter em casa: Espadas de São Jorge, Lírios da Paz, Catos e Plantas Aranha.

Contudo se as plantas de interior não forem a sua praia, pode sempre apostar nas ervas aromáticas e nas espécies de raízes curtas, como o pimento, o tomate-cherry, o alho e a couve-flor. Organize as suas culturas através de uma horta vertical, uma estrutura que pode ser comprada ou feita por si com materiais que já tenha em casa.

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Faça compostagem

Segundo as contas do UNEP, o programa da ONU para o meio-ambiente, por ano são produzidas 11.2 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Uma forma combater este número é fazendo compostagem. É nada mais, nada menos do que a transformação dos resíduos orgânicos em composto, um produto muito rico em nutrientes, ideal para ajudar no crescimento das plantas, hortas e jardins. E ao contrário do que se pensa, é fácil fazer composto em casa.

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Renda-se aos utensílios reutilizáveis

Já lá vai o tempo em que tínhamos à nossa disposição nos supermercados, de forma gratuita, as bolsas para transporte de compras. Foi em 2015 que o Governo implementou a taxa sobre os sacos de plástico e deste então os portugueses habituaram-se a trazer debaixo do braço ou na bagageira do carro, as sacolas reutilizáveis, facilmente adquiridas nas grandes cadeias retalhistas.

Mas o mundo dos utensílios reutilizáveis vai muito além dos sacos. E ainda bem, porque de acordo com dados de 2018 do Parlamento Europeu, “estima-se que entrem, por ano, entre 4,8 a 12,7 milhões de toneladas de plástico nos oceanos”. Um número abismal, que pode facilmente ser reduzido com a adoção de hábitos diários que respeitem o meio ambiente.

No departamento da cozinha é fácil reduzir a utilização deste material tão prejudicial à vida marinha: há toda uma panóplia de opções, umas mais em conta que outras, mas que no final acabam sempre por compensar devido à sua durabilidade. Ora espreite a lista de algumas opções sustentáveis:

  • Pano de cera de abelha para tapar as suas tigelas e conservar alguns alimentos, sem ter de recorrer ao papel alumínio ou à película aderente;
  • Tapete de silicone para cozinhar alimentos no forno sem ter de usar papel vegetal;
  • Formas de silicone para fazer cupcakes;
  • Palhinhas reutilizáveis em vidro, metal, massa, silicone ou bambu;
  • Bolsas de silicone para armazenar e transportar alimentos: as chamadas Stasher Bag;
  • Cápsulas de café reutilizáveis;
  • Infusores para chá a granel e café;
  • Conjuntos de talheres de bambu;
  • Películas de silicone para guardar alimentos individualmente;
  • Guardanapos de pano;
  • Garrafas de água reutilizáveis;
  • Recipientes de vidro para manter a sua despensa e frigorífico organizados: não necessita de os comprar, basta reciclar antigos frascos de polpa de tomate, azeitonas ou salsichas.

 

Economize água

E por falar na saúde dos oceanos, outra das realidades que enfrentamos é a falta de água em algumas regiões do mundo. Um estudo da Fundação Calouste Gulbenkian desenvolvido o ano passado e apresentado durante o mês de março, concluiu que Portugal pode enfrentar escassez até 2040. Por isso é tempo de começar a repensar nos hábitos de consumo, não só para poupar na fatura da água mas também para poupar os recursos hídricos. Estas são algumas formas para começar a salvar o planeta azul.  

  • Reutilizar água da chuva para regar plantas, limpar a casa ou fazer as descargas do autoclismo;
  • Guardar a água de aquecer o banho para usá-la para outros fins domésticos;
  • Fechar a torneira quando está a lavar os dentes
  • Reutilizar a água de regar as plantas para regar outras flores ou ervas aromáticas
  • Prefira os duches aos banhos de imersão

 

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Escolha eletrodomésticos de baixo consumo

A eficiência energética é um fator importante na hora de comprar casa, mas também influencia a nossa qualidade de vida e o meio ambiente. Logicamente que as casas mais eficientes garantem consumos energéticos mais baixos, o que se reflete na conta mensal das famílias. E para avaliar a eficiência de uma casa é feita uma peritagem que considera um conjunto de fatores distintos como o tipo de janelas da habitação, o seu isolamento e o conforto térmico. O relatório completo é providenciado pelo documento denominado Certificado Energético, essencial para a compra e venda de imóveis.

Mas certificação energética à parte, há uma forma bastante simples de garantir consumos mais sustentáveis no seu dia-a-dia e que muitas vezes passa despercebida aos consumidores. Falamos dos eletrodomésticos de baixo consumo, que são, geralmente, os mais bem classificados na escala de eficiência energética. Quanto maior for classificação do aparelho, registada na etiqueta energética, menor será o consumo de energia – nas classes mais elevadas chega-se a registar uma redução de até 70%. Por isso, na hora de escolher novos eletrodomésticos para o seu lar, atente a este pequeno (grande) pormenor, que também o irá ajudar a reduzir na fatura da luz.  

ana catarina imovirtual

Ana Catarina é a miúda das tendências. Gosta de ficar em casa a perder-se pelas páginas de um livro, mas também não dispensa um café tardio com os amigos. Está sempre à procura do último grito em Lifestyle para revelar no Blog do Imovirtual.

 

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Ultima actualização: 07 junho 2021

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