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Relatório de Preços – Preço das Casas em Portugal Sobe para 430 Mil Euros: Onde Comprar e Arrendar Está Mais Caro em 2026

O mercado imobiliário português continua a revelar duas realidades distintas: enquanto os preços das casas mantêm uma trajetória de crescimento, o arrendamento começa a dar sinais de estabilização em algumas regiões.

Segundo os dados mais recentes do Imovirtual, referentes a maio de 2026, o preço médio de venda em Portugal atingiu os 430.500 euros, enquanto a renda média nacional recuou para 1.300 euros mensais.

Apesar desta aparente estabilidade, as diferenças entre regiões e concelhos continuam a aumentar, criando oportunidades em alguns mercados e desafios noutros.

Preço médio das casas em Portugal ultrapassa os 430 mil euros

Em maio de 2026, o valor médio dos imóveis anunciados para venda situou-se nos 430.500 euros.

Face ao mesmo período do ano anterior, isto representa um crescimento de 3,7%, embora o mercado comece a demonstrar sinais de desaceleração após vários anos de forte valorização.

A evolução dos preços já não acontece de forma uniforme. Atualmente, são as dinâmicas locais que determinam o comportamento de cada mercado.

As ilhas lideram a valorização imobiliária em Portugal

As regiões autónomas continuam a destacar-se entre os mercados com maior crescimento.

O preço médio dos imóveis nas Ilhas aumentou 22,2% num ano, tornando-se a região com a valorização mais expressiva do país.

Entre os destaques:

  • Ilha Terceira: 290.000€ (+68,6%)
  • São Miguel: 380.000€
  • Madeira: 590.000€

A crescente procura por habitação e investimento nestes territórios continua a pressionar os preços.

Centro de Portugal regista uma das maiores subidas

O Centro mantém-se como uma das regiões mais dinâmicas do mercado imobiliário nacional.

O preço médio atingiu os 288.750 euros, representando uma subida anual de 16,2%.

Os maiores destaques vão para:

Leiria

  • Preço médio: 350.000€
  • Crescimento anual: +18%

Santarém

  • Preço médio: 282.500€
  • Crescimento anual: +19,2%

Estas regiões continuam a beneficiar da procura de compradores que procuram alternativas aos mercados mais caros do litoral.

Lisboa dá sinais de estabilização

Depois de vários anos de crescimento acelerado, Lisboa começa a mostrar sinais de ajustamento.

O preço médio dos imóveis na capital fixou-se nos 628.000 euros, registando uma descida anual de 2,6%.

Embora continue a ser um dos mercados mais valorizados do país, os dados sugerem uma fase de maior equilíbrio entre oferta e procura.

Cascais continua a liderar os preços de venda

Quando analisamos os concelhos, Cascais mantém a liderança como o mercado residencial mais caro de Portugal.

Top 10 dos concelhos mais caros para comprar casa

ConcelhoPreço Médio
Cascais1.350.000€
Grândola1.150.000€
Calheta (Madeira)920.000€
Castro Marim795.000€
Loulé790.000€
Oeiras730.000€
Lisboa700.000€
Sines665.000€
Faro654.500€
Funchal650.000€

A presença dominante de mercados costeiros, turísticos e premium continua a marcar o topo da tabela.

Onde é mais barato comprar casa em Portugal?

Apesar da subida generalizada dos preços, continuam a existir mercados bastante mais acessíveis.

Concelhos com os preços mais baixos

ConcelhoPreço Médio
Vila Velha de Ródão49.000€
Pampilhosa da Serra55.000€
Oleiros55.000€
Castanheira de Pêra67.495€
Manteigas71.750€

Estes valores refletem mercados com menor pressão da procura, menor liquidez e menor atividade transacional.

Arrendamento recua para 1.300 euros mensais

No mercado de arrendamento, a renda média nacional fixou-se nos 1.300 euros.

Embora represente uma descida anual de 3,7%, os valores continuam elevados para grande parte das famílias portuguesas.

A evolução também varia significativamente entre regiões.

Ilhas lideram as subidas no arrendamento

As Ilhas registam novamente o crescimento mais expressivo do país.

  • Renda média: 1.150€
  • Crescimento anual: +35,3%

Destaques:

  • São Miguel: 1.200€ (+50%)
  • Ilha Terceira: 1.100€ (+29,4%)

Alcácer do Sal lidera o ranking das rendas mais altas

A maior surpresa do mês surge no arrendamento.

Alcácer do Sal lidera os preços médios nacionais com rendas de 3.500 euros mensais.

Segue-se:

  • Cascais: 2.700€
  • Sines: 1.850€
  • Loulé: 1.800€
  • Oeiras: 1.763€
  • Faro: 1.750€
  • Lisboa: 1.700€

Estes valores refletem mercados onde a procura continua significativamente acima da oferta disponível.

Os concelhos mais baratos para arrendar

No extremo oposto encontram-se alguns mercados do interior.

Rendas mais acessíveis do país

  • Guarda: 450€
  • Vila Viçosa: 450€
  • Bragança: 575€
  • Castelo Branco: 600€
  • Pombal: 650€

Ainda assim, mesmo os mercados mais baratos continuam bastante acima dos níveis registados há poucos anos.

O mercado imobiliário está a entrar numa nova fase?

Os dados de maio apontam para uma mudança importante.

Os preços continuam elevados, mas o crescimento começa a perder intensidade em alguns dos mercados historicamente mais pressionados.

Ao mesmo tempo, regiões secundárias e mercados alternativos continuam a ganhar relevância, impulsionados pela procura por habitação mais acessível e pela descentralização da população.

Tudo indica que o mercado imobiliário português está a entrar numa fase mais segmentada, onde compreender as dinâmicas locais será cada vez mais importante do que acompanhar apenas as médias nacionais.

O mercado imobiliário em Portugal continua a mostrar resiliência, mas os sinais de ajustamento tornam-se cada vez mais visíveis.

Enquanto o preço médio das casas sobe para 430.500 euros, algumas regiões começam a estabilizar e outras continuam a valorizar acima da média nacional.

Para compradores, investidores e famílias, a principal conclusão é clara: as oportunidades já não dependem apenas da região, mas da análise detalhada de cada mercado local.

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