Crowdfunding imobiliário: 4 plataformas a operar em Portugal

04 junho 2021

De Imovirtual Investidores

Crowdfunding imobiliário: 4 plataformas a operar em Portugal

O conceito de crowfunding, também conhecido como financiamento colaborativo, já não é estranho para os portugueses. Está regulamentado na Lei nº 102 de 24 de Agosto de 2015 que o define como "o tipo de financiamento de entidades, ou das suas atividades e projetos, através do seu registo em plataformas eletrónicas acessíveis através da Internet, a partir das quais procedem à angariação de parcelas de investimento provenientes de um ou vários investidores individuais". A entidade responsável pela supervisão e regulação destes financiamentos colaborativos é a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). De acordo com o seu diretório, à data deste artigo a CMVM regista um total de 6 inscrições de plataformas de financiamento colaborativo, sendo que 3 delas visam financiar projetos do setor imobiliário: Housers, Querido Investi e SeedImo. Hoje falamos-lhe delas.

Housers

housers

Um projeto "Made in Spain" que chegou ao mercado português em 2017 com o objetivo de "possibilitar a ajuda a empresas que necessitam de financiamento por parte do público geral", pode ler-se na apresentação da Housers. Opera em três segmentos distintos: projetos empresariais, através da Housers Corporate; projetos de energias renováveis, por intermédio da Housers Green; e projetos imobiliários por meio da Housers Real Estate. Este último, nasceu para "democratizar o investimento no setor imobiliário, oferecendo aos investidores ativos palpáveis, uma vez que os investimentos estão vinculados a bens imobiliários", afirma a primeira plataforma pan-europeia de investimento.

A Housers garante que o investidor pode "construir um património a longo prazo e maximizar as suas poupanças através de rendimentos mensais", e com 50€ pode já começar pensar no seu futuro financeiro. Segundo dados da plataforma referentes ao mês de março de 2021, o investimento médio acumulado por cada investidor foi de 4 895€, sendo que a média investida por cada projeto é de 566€. Quanto ao tempo médio de financiamento, a Housers estima que ronde os 21 dias.

SeedImo

seedimo

Esta start-up portuguesa estreou-se na ultima edição presencial da Web Summit, em 2019. A SeedImo é uma plataforma de crowdfunding imobiliário que junta Consultores Imobiliários e investidores. Em entrevista à SIC Notícias aquando a maior conferência de tecnologia do mundo, Fernando Belezas, co-fundador do financiamento colaborativo, dizia que "Aqui oferecemos a oportunidade a pequenos investidores para acompanharem grandes investidores e grandes operações imobiliárias, aproveitando este boom imobiliário” . A SeedImo está registada na CMVM e é possível solicitar financiamento com o preenchimento de um formulário no website da plataforma.

Querido, Investi numa Casa!

querido investi numa casa

Assume-se como pioneira na angariação e gestão de financiamento colaborativo orientado para investimentos imobiliários. A Querido, investi numa casa dá a possibilidade aos pequenos investidores de alcançarem "ativos imobiliários premium, tal como fazem os grandes investidores e os fundos imobiliários", refere a plataforma.

O processo para investimento parece ser simples: basta criar uma conta e "fazer alguns "cliques” e ações na nossa aplicação para concretizar um atrativo investimento imobiliário" alega a Querido, investi numa Casa! De acordo com o financiamento colaborativo, não são cobradas quaisquer taxas ou comissões aos investidores em nenhuma das fases do processo.

Izilend

izilend

Apesar de atualmente já não constar na lista de entidades registadas da CMVM, em maio de 2019 o Diário de Notícias avançava que esta plataforma para financiamento de projetos imobiliários, estava autorizada pela Comissão de Mercado a desempenhar funções no mercado português.

A Izilend é uma plataforma de financiamento colaborativo imobiliário de curto prazo. "Tem por objetivo fazer o encontro de interesses entre Promotores Imobiliários e Investidores Qualificados. Os Promotores Imobiliários conseguem assim uma forma rápida e flexível de financiamento, que lhes permite aproveitar oportunidades em tempo útil e os Investidores Qualificados, uma maneira transparente e simples de rentabilizar os seus recursos financeiros", explicam no seu site.

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Ultima actualização: 04 junho 2021

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