A solução que permite vender a casa e continuar a viver nela

Portugal enfrenta hoje um dos maiores desafios demográficos da sua história: uma população cada vez mais envelhecida, muitas vezes proprietária de casas valorizadas, mas com rendimentos reduzidos. Ao mesmo tempo, o custo de vida aumenta e as pensões nem sempre acompanham essas necessidades. Esta realidade levanta um grande desafio: como garantir qualidade de vida sem abdicar da sua casa de sempre?
Vejamos este exemplo prático e baseado num caso real:
A D. Maria numa conversa informal. Tinha 72 anos, viúva, proprietária de uma casa no Porto avaliada em 500 mil euros. A pensão mal chegava para as despesas mensais, e havia obras necessárias que ia adiando.
Era uma situação que se repete, pessoas com património significativo, mas sem liquidez para viver com dignidade. Vender a casa e mudar-se não era opção. Afinal, ali estava a sua história, a sua vizinhança, a sua identidade. Mas ficar também se tornava insustentável.
Uma das formas para resolver este tipo de situações é a venda com usufruto.
O que é afinal a venda com usufruto?
O conceito é simples: separam-se dois direitos distintos. A nua-propriedade que passa para o comprador, e o usufruto que permanece nas mãos do vendedor. Na prática, é possível vender o imóvel, registar o usufruto na escritura e continuar a ocupar plenamente a casa. Para muitos proprietários seniores, isto representa uma forma de reforçar a independência financeira e aproveitar melhor a vida, sem qualquer mudança na sua rotina ou ambiente familiar.
Apesar de ganhar agora força em Portugal, este modelo está longe de ser novo. Em França, o famoso viager é utilizado há mais de um século. Na Bélgica e Itália, a venda de nua-propriedade com manutenção do usufruto faz parte do mercado imobiliário tradicional. Nestes países, a ideia de monetizar a casa sem abdicar dela é vista como uma opção racional e socialmente responsável, tanto para proprietários como para investidores, que acabam por adquirir um ativo por um desconto atrativo, ajustado ao modelo do usufruto.
Uma das empresas que trouxe este conceito é a UZU.
O mercado português precisava de soluções como esta e fui conhecer o trabalho da UZU que estava a chegar ao país. A empresa simplificou o processo, tornou-o mais transparente e criou uma estrutura tecnológica e jurídica que garante segurança em todas as etapas. Para dar um exemplo, a Dona Maria recebe o valor que corresponde à nua-propriedade e mantém o usufruto, enquanto as avaliações e procedimentos necessários são conduzidos por profissionais especializados.
Foi assim que nasceu a parceria entre a UZU e o Grupo CENTURY 21 Arquitectos. A equipa assume todo o acompanhamento ao proprietário, desde a angariação e análise do imóvel até à preparação documental, representação no processo e ligação a investidores. É a ponte entre a inovação da UZU e a realidade do mercado nacional, assegurando que cada operação decorre com total rigor técnico e humano.
Apesar da exclusividade da parceria, a UZU quer garantir que esta solução chega ao maior número possível de pessoas. Por isso, o processo está também aberto a outras imobiliárias, que podem apresentar imóveis para venda com usufruto e beneficiar de um modelo colaborativo justo. Com efeito, qualquer agência pode oferecer esta solução aos seus clientes, sem necessidade de conhecimento mais técnico especializado nem risco mitigado. As operações são tratadas através do Grupo CENTURY 21 Arquitectos, mantendo-se uma partilha de resultados equilibrada e vantajosa para todos os intervenientes.
O imobiliário também é uma missão social
A evolução do mercado imobiliário passa por soluções que conciliem eficiência económica com responsabilidade social. A venda com usufruto é uma dessas soluções. Clara, segura e alinhada com as necessidades de uma população em transformação. Ao permitir que o património seja utilizado de forma inteligente e equilibrada, este modelo contribui para um setor mais funcional, mais consciente e mais atento ao impacto que tem na vida das pessoas. É uma abordagem que reforça a importância de unir inovação a propósito.





