{"id":5414,"date":"2026-01-23T11:02:50","date_gmt":"2026-01-23T11:02:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/?p=5414"},"modified":"2026-01-29T20:44:56","modified_gmt":"2026-01-29T20:44:56","slug":"relatorio-de-precos-anual-evolucao-dos-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/relatorio-de-precos\/relatorio-de-precos-anual-evolucao-dos-precos\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio de Pre\u00e7os &#8211; Comprar casa em Portugal custou, em m\u00e9dia, 420.000\u20ac em 2025, mais 20% do que em 2024"},"content":{"rendered":"\n<p>O Imovirtual, portal imobili\u00e1rio de refer\u00eancia, divulga hoje o seu <strong>bar\u00f3metro anual relativo \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os m\u00e9dios anunciados de arrendamento e venda em Portugal<\/strong>, com base no comparativo entre <strong>2025 e 2024<\/strong>, j\u00e1 com dados consolidados at\u00e9 dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de 2025, o mercado imobili\u00e1rio portugu\u00eas manteve uma trajet\u00f3ria de valoriza\u00e7\u00e3o, embora com comportamentos distintos entre os segmentos de compra e arrendamento. <strong>Comprar casa tornou-se substancialmente mais caro<\/strong>, enquanto o <strong>arrendamento cresceu de forma mais moderada \u00e0 escala nacional<\/strong>, mas com aumentos significativos em v\u00e1rios territ\u00f3rios fora dos principais centros urbanos.<\/p>\n\n\n\n<p>No segmento da <strong>venda<\/strong>, o <strong>pre\u00e7o m\u00e9dio anunciado<\/strong> passou de <strong>350.000\u20ac em 2024 para 420.000\u20ac em 2025<\/strong>, o que representa um crescimento anual de <strong>+20%<\/strong>, correspondente a um acr\u00e9scimo de cerca de <strong>70.000\u20ac<\/strong>. Esta subida foi transversal a grande parte do pa\u00eds e reflete a combina\u00e7\u00e3o entre <strong>escassez de oferta<\/strong>, <strong>procura persistente<\/strong> e <strong>valoriza\u00e7\u00e3o estrutural de v\u00e1rios mercados regionais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no <strong>arrendamento<\/strong>, o <strong>valor m\u00e9dio nacional<\/strong> subiu de <strong>1.250\u20ac para 1.300\u20ac<\/strong>, traduzindo-se num aumento mais contido de <strong>+4%<\/strong> (<strong>+50\u20ac<\/strong> face a 2024). Apesar desta varia\u00e7\u00e3o moderada no agregado nacional, os dados revelam <strong>desloca\u00e7\u00f5es relevantes da press\u00e3o do mercado<\/strong>, com aumentos mais acentuados em distritos que, historicamente, apresentavam rendas mais acess\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>ARRENDAMENTO<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2025, o crescimento do arrendamento foi menos concentrado nos grandes centros e mais vis\u00edvel em <strong>mercados interm\u00e9dios e perif\u00e9ricos<\/strong>. A <strong>Guarda<\/strong> destacou-se como o distrito com maior subida anual, com o valor m\u00e9dio a aumentar <strong>31%<\/strong>, passando de <strong>400\u20ac para 525\u20ac<\/strong>. Tamb\u00e9m <strong>S\u00e3o Miguel<\/strong>, nos A\u00e7ores, registou um aumento expressivo de <strong>25%<\/strong>, subindo de <strong>800\u20ac para 1.000\u20ac<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>Norte<\/strong>, <strong>Vila Real<\/strong> apresentou uma das maiores valoriza\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, com um crescimento de <strong>22%<\/strong>, passando de <strong>490\u20ac para 600\u20ac<\/strong>, enquanto <strong>Bragan\u00e7a<\/strong> subiu <strong>15%<\/strong>, para <strong>550\u20ac<\/strong>. <strong>Aveiro<\/strong> manteve uma trajet\u00f3ria de crescimento mais moderada (<strong>+6%<\/strong>, para <strong>900\u20ac<\/strong>), ao passo que o <strong>Porto<\/strong> foi um dos poucos distritos a registar uma descida anual, passando de <strong>1.200\u20ac para 1.150\u20ac<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>Centro<\/strong>, al\u00e9m da Guarda, <strong>Santar\u00e9m<\/strong> valorizou <strong>7%<\/strong>, fixando-se nos <strong>800\u20ac<\/strong>, e <strong>Leiria<\/strong> subiu para <strong>827,5\u20ac<\/strong> (<strong>+3%<\/strong>). <strong>Lisboa<\/strong>, apesar de continuar a ser o distrito mais caro do pa\u00eds para arrendar, apresentou uma evolu\u00e7\u00e3o praticamente est\u00e1vel, com uma varia\u00e7\u00e3o residual de <strong>+0,3%<\/strong>, fixando-se nos <strong>1.655\u20ac<\/strong>, sinalizando uma estabiliza\u00e7\u00e3o em n\u00edveis elevados.<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>Sul<\/strong>, a press\u00e3o no arrendamento manteve-se particularmente vis\u00edvel em <strong>Faro<\/strong>, onde o valor m\u00e9dio subiu <strong>14%<\/strong>, de <strong>1.100\u20ac para 1.250\u20ac<\/strong>, e em <strong>\u00c9vora<\/strong>, que registou um aumento de <strong>13,5%<\/strong>, para <strong>965\u20ac<\/strong>. Em sentido inverso, <strong>Beja<\/strong> apresentou uma ligeira descida anual (<strong>-3%<\/strong>), enquanto <strong>Set\u00fabal<\/strong> e <strong>Portalegre<\/strong> permaneceram est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas <strong>Ilhas<\/strong>, a <strong>Madeira<\/strong> refor\u00e7ou a sua posi\u00e7\u00e3o entre os mercados mais caros do pa\u00eds, com o valor m\u00e9dio de arrendamento a subir <strong>10%<\/strong>, para <strong>1.650\u20ac<\/strong>, enquanto v\u00e1rias ilhas mantiveram valores est\u00e1veis ao longo do ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">VENDA<\/h2>\n\n\n\n<p>No mercado de compra, a valoriza\u00e7\u00e3o foi mais intensa e generalizada. <strong>Lisboa<\/strong> manteve-se como o distrito mais caro do continente, com o pre\u00e7o m\u00e9dio anunciado a subir <strong>30%<\/strong>, de <strong>499.000\u20ac para 650.000\u20ac<\/strong>, representando um acr\u00e9scimo absoluto de <strong>151.000\u20ac<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no <strong>Centro<\/strong>, <strong>Santar\u00e9m<\/strong> destacou-se com uma valoriza\u00e7\u00e3o de <strong>30%<\/strong>, passando de <strong>185.000\u20ac para 240.000\u20ac<\/strong>, enquanto <strong>Coimbra<\/strong> subiu <strong>24%<\/strong>, para <strong>260.000\u20ac<\/strong>. <strong>Leiria<\/strong> e <strong>Viseu<\/strong> tamb\u00e9m registaram aumentos relevantes, refor\u00e7ando a tend\u00eancia de valoriza\u00e7\u00e3o fora dos grandes polos metropolitanos.<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>Sul<\/strong>, o crescimento manteve-se s\u00f3lido. <strong>Beja<\/strong> registou uma das maiores subidas do pa\u00eds (<strong>+30%<\/strong>), passando de <strong>145.000\u20ac para 189.000\u20ac<\/strong>, enquanto <strong>Portalegre<\/strong> subiu <strong>21%<\/strong>, para <strong>120.000\u20ac<\/strong>. <strong>Faro<\/strong> consolidou-se entre os mercados mais caros, com o pre\u00e7o m\u00e9dio a atingir <strong>530.000\u20ac<\/strong> (<strong>+19%<\/strong>), e <strong>Set\u00fabal<\/strong> valorizou <strong>20%<\/strong>, fixando-se nos <strong>460.000\u20ac<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>Norte<\/strong>, <strong>Braga<\/strong> (<strong>+17%<\/strong>) e <strong>Aveiro<\/strong> (<strong>+16%<\/strong>) lideraram as valoriza\u00e7\u00f5es regionais, enquanto o <strong>Porto<\/strong> subiu <strong>13%<\/strong>, para <strong>404.250\u20ac<\/strong>, mantendo-se como o distrito mais caro da regi\u00e3o. <strong>Bragan\u00e7a<\/strong> foi o \u00fanico distrito do pa\u00eds a registar uma descida anual no pre\u00e7o m\u00e9dio de venda (<strong>-5%<\/strong>), fixando-se nos <strong>115.000\u20ac.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nas regi\u00f5es aut\u00f3nomas, a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os m\u00e9dios foi marcada por subidas significativas nos mercados com maior peso e din\u00e2mica.<\/strong> A <strong>Ilha da Madeira<\/strong> registou um aumento de <strong>+19%<\/strong>, passando de <strong>485.000\u20ac para 575.000\u20ac<\/strong>, enquanto <strong>Porto Santo<\/strong> apresentou uma valoriza\u00e7\u00e3o de <strong>+37%<\/strong>, fixando-se nos <strong>480.000\u20ac<\/strong>. J\u00e1 <strong>S\u00e3o Miguel<\/strong> destacou-se com uma subida de <strong>+35%<\/strong>, alcan\u00e7ando os <strong>390.000\u20ac<\/strong>. Estes resultados refletem a combina\u00e7\u00e3o entre procura consistente, atratividade tur\u00edstica e limita\u00e7\u00f5es estruturais da oferta, que continuam a pressionar os pre\u00e7os m\u00e9dios anunciados nos principais mercados insulares.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>\u201cO que os dados de 2025 nos mostram \u00e9 um mercado cada vez mais fragmentado e desigual, onde a press\u00e3o sobre a compra se mant\u00e9m elevada e obriga a procura a redistribuir-se por outros territ\u00f3rios. A valoriza\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno exclusivo dos grandes centros urbanos e come\u00e7a a refletir uma mudan\u00e7a estrutural na forma como os portugueses procuram casa, seja por necessidade, seja por adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da oferta\u201d, <\/em><strong>sublinha Tiago Ferreira, Head of Operations Real Estate Portugal, Imovirtual &amp; OLX.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O bar\u00f3metro anual de 2025 confirma um <strong>mercado imobili\u00e1rio fortemente pressionado no segmento da compra<\/strong>, com uma valoriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de <strong>+20%<\/strong>, e um <strong>arrendamento que cresce de forma mais contida<\/strong>, mas com sinais claros de <strong>desloca\u00e7\u00e3o da procura para territ\u00f3rios tradicionalmente mais acess\u00edveis<\/strong>. A leitura global aponta para um mercado cada vez mais heterog\u00e9neo, onde a valoriza\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o se limita aos distritos habituais e onde as <strong>assimetrias regionais continuam a marcar a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Imovirtual, portal imobili\u00e1rio de refer\u00eancia, divulga hoje o seu bar\u00f3metro anual relativo \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os m\u00e9dios anunciados de arrendamento e venda em Portugal, com base no comparativo entre 2025 e 2024, j\u00e1 com dados consolidados at\u00e9 dezembro. 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