{"id":5261,"date":"2025-01-30T17:55:11","date_gmt":"2025-01-30T17:55:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/?p=5261"},"modified":"2025-01-30T17:55:12","modified_gmt":"2025-01-30T17:55:12","slug":"afina-vivemos-em-bolha-imobiliaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/destaques\/afina-vivemos-em-bolha-imobiliaria\/","title":{"rendered":"Afinal, vivemos em bolha imobili\u00e1ria?"},"content":{"rendered":"\n<p>Todos os anos, devidamente ancorado nos relat\u00f3rios anuais da UBS, escrevo um artigo sobre bolhas imobili\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais recente, que podem ler no meu <a href=\"https:\/\/outofthebox.pt\/risco-de-bolha-imobiliaria-caiu\/\"><strong>site<\/strong><\/a>, mostra que Miami \u00e9 agora a cidade que apresenta o maior risco de bolha entre todas aquelas analisadas no estudo da UBS. T\u00f3quio e Zurique v\u00eam logo a seguir na lista, no top 3. Comparando com os resultados do ano anterior, estas tr\u00eas primeiras cidades mant\u00eam-se com elevado risco de bolha imobili\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais importante que isso, a vers\u00e3o mais recente dos estudos anuais da UBS sobre este tema, mostra que o n\u00famero de cidades com elevado risco de bolha caiu, mostrando ent\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o de risco global.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 aqui que, de forma natural, o leitor fica confuso. O imobili\u00e1rio \u2013 e mais concretamente no segmento da habita\u00e7\u00e3o \u2013 est\u00e1 em m\u00e1ximos hist\u00f3ricos. Vivemos actualmente uma grave crise de acessibilidade na habita\u00e7\u00e3o, com pre\u00e7os de venda muito elevados e a crescer, desde h\u00e1 j\u00e1 alguns anos, bem acima dos rendimentos dos agregados familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, h\u00e1 que entender que pelo facto de se viver, muito provavelmente, a maior crise de acessibilidade na habita\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 mem\u00f3ria, isso n\u00e3o significa que o mercado esteja numa bolha imobili\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>De uma forma simples e r\u00e1pida, h\u00e1 tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es que t\u00eam de ocorrer em simult\u00e2neo para que se possa dizer com maior propriedade que vivemos numa bolha imobili\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Os pre\u00e7os de venda subirem de forma muito expressiva<\/li>\n\n\n\n<li>Essa subida de pre\u00e7os ter uma din\u00e2mica territorial extensa, alargada, com cont\u00e1gio a quase todo o territ\u00f3rio nacional<\/li>\n\n\n\n<li>Haver clara evid\u00eancia de que essa subida de pre\u00e7os \u00e9 fundamentalmente alimentada por recurso a cr\u00e9dito<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Ora se os dois primeiros pontos podem ser considerados como v\u00e1lidos, j\u00e1 o terceiro nem tanto. N\u00e3o existe, de facto, evid\u00eancia que a subida de pre\u00e7os verificada no nosso mercado residencial, de h\u00e1 10 anos a esta data, esteja a ser principalmente alimentada por d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um facto que a d\u00edvida desempenha um papel muito importante na performance do nosso mercado residencial, t\u00e3o ancorado em agregados familiares que necessitam de recorrer a cr\u00e9dito para aquisi\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e permanente. \u00c9 igualmente um facto que os n\u00edveis de taxa de juro desempenham igualmente um papel preponderante numa melhor ou pior acessibilidade ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os dados dispon\u00edveis n\u00e3o mostram que esteja a ser o cr\u00e9dito \u2013 e por iner\u00eancia, a Banca \u2013 a alimentar esta subida t\u00e3o expressiva e t\u00e3o dilatada no tempo dos pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso verificar que o ajustamento sentido no mercado em 2023, com quase menos 20% de casas vendidas e uma quebra no cr\u00e9dito concedido, conduziu a uma menor alavancagem no segmento residencial em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Outubro do ano passado eu escrevia no <strong><a href=\"https:\/\/outofthebox.pt\/alavancagem-na-habitacao-cai\/\">Out of the Box<\/a> <\/strong>que \u00ab<em>Segundo c\u00e1lculos efectuados com base nas estat\u00edsticas do INE e Banco de Portugal, o n\u00famero de casas compradas com recurso a cr\u00e9dito habita\u00e7\u00e3o caiu de 85% no in\u00edcio de 2021 para 69% no final do 1\u00ba semestre deste ano<\/em>.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>Isto n\u00e3o significa que o mercado n\u00e3o possa mudar. Claro que pode. Vemos, inclusive, um aumento do cr\u00e9dito em 2024, com preponder\u00e2ncia no segmento jovem. E os n\u00fameros mais recentes do Banco de Portugal apontam para um montante m\u00e1ximo concedido em cr\u00e9dito para compra de casa, desde os tempos anteriores \u00e0 crise do subprime, com preponder\u00e2ncia no cr\u00e9dito concedido a jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>Veremos, nos pr\u00f3ximos tempos, como se comportar\u00e1 o mercado. Se se ancorar prioritariamente em cr\u00e9dito, poderemos alterar a perspectiva sobre a forma\u00e7\u00e3o de uma bolha; caso contr\u00e1rio, mantenho aquilo que digo h\u00e1 j\u00e1 alguns anos: o mercado residencial portugu\u00eas est\u00e1 francamente inacess\u00edvel mas n\u00e3o vive numa bolha imobili\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Bons neg\u00f3cios (imobili\u00e1rios)!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os anos, devidamente ancorado nos relat\u00f3rios anuais da UBS, escrevo um artigo sobre bolhas imobili\u00e1rias. 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