{"id":2553,"date":"2021-05-26T00:00:00","date_gmt":"2021-05-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias2\/2021\/05\/26\/tres-reis-uma-rainha-episodio-tres\/"},"modified":"2021-05-26T00:00:00","modified_gmt":"2021-05-26T00:00:00","slug":"tres-reis-uma-rainha-episodio-tres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-episodio-tres\/","title":{"rendered":"Como seria em 2021 a casa da menina brasileira que foi rainha de Portugal?"},"content":{"rendered":"<p class=\"css-8qfla4\">\n<p class=\"css-m5h6m0 edperro0\">\n<h1><strong>E se D. Maria II vivesse nos dias de hoje: como seria a sua casa?<\/strong><\/h1>\n<p>Tr\u00eas reis e uma rainha, quatro hist\u00f3rias de vida que nos ajudam a perceber melhor a hist\u00f3ria de um pa\u00eds. Neste artigo, vamos olhar para a personalidade e as principais marcas do reinado de D. Maria II, menina nascida no Brasil que, de um momento para o outro, se viu a governar Portugal. E que foi capaz de governar um pa\u00eds e uma casa com sete filhos com a mesma maestria. Mas que casa era essa?<\/p>\n<p>O investigador e historiador Jo\u00e3o Ferreira, autor de v\u00e1rios livros sobre a monarquia portuguesa, ajudou-nos a entender os tra\u00e7os de personalidade de D. Maria II e a imaginar como e onde seria a casa da primeira e \u00fanica rainha constitucional do pa\u00eds. O Imovirtual fez o resto, numa s\u00e9rie que inclui outros tr\u00eas artigos, de tr\u00eas monarcas marcantes da hist\u00f3ria de Portugal: D. Afonso Henriques, D. Dinis e D. Jo\u00e3o V.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil n\u00e3o colocar a maternidade no topo da hist\u00f3ria desta rainha, porque ela n\u00e3o foi \u201capenas\u201d m\u00e3e. D. Maria II viveu e morreu pelos filhos, como a pr\u00f3pria adivinhou no dia em que, avisada para o risco de tantos partos, disse. \u201c<strong>Se morrer, morro no meu posto<\/strong>\u201d. Assim foi.<\/p>\n<p>A rainha teve o primeiro filho aos 18 anos e, at\u00e9 aos 34, passou por mais 11 partos. Uma vida de gravidezes. Ao todo, dos 12 beb\u00e9s, sobreviveram sete. E no \u00faltimo, al\u00e9m do beb\u00e9, nem a pr\u00f3pria Maria resistiu.<\/p>\n<p>N\u00e3o que n\u00e3o estivesse avisada. Os \u00faltimos quatro partos tinham resultado em nados-mortos. Numa carta citada no livro \u201cD. Maria II &#8211; Tudo por um Reino\u201d, de Isabel Stilwell, D. Fernando II, o marido, escreve que n\u00e3o foi o sofrimento e as dores a matar a esposa, \u201c<strong>mas a fadiga e a fraqueza<\/strong>\u201d.<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cCreio que os seus numerosos partos enfraqueceram de tal forma o seu organismo que j\u00e1 n\u00e3o sentia nem mesmo contra\u00e7\u00f5es fortes e dolorosas\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>D. Fernando II escrevia consternado \u00e0 rainha Vit\u00f3ria, amiga e confidente de D. Maria II, para lhe dar a not\u00edcia da morte da mulher:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cO que tu n\u00e3o sabes, minha querida Vit\u00f3ria, era ao ponto que eu e ela \u00e9ramos ligados. Estes grandes afetos, quando s\u00e3o estilha\u00e7ados, deixam uma vida triste e uma dor dif\u00edcil de curar. <strong>Tenho os meus filhos, que amo tanto, e que s\u00e3o t\u00e3o bonitos e bons, mas uma mulher que nos ama, nada pode substituir<\/strong>\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>A vida de Maria da Gl\u00f3ria Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga (n\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 erro, \u00e9 o nome completo da rainha), foi como o seu reinado: <strong>curta, mas intensa<\/strong>. Na descri\u00e7\u00e3o de Fernando Policarpo, que escreveu um livro sobre ela para a Academia Portuguesa da Hist\u00f3ria, foi uma vida \u201c<strong>extraordinariamente agitada e perigosa e, ainda assim, plena de toler\u00e2ncia e humanidade<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Maria da Gl\u00f3ria nasceu no Pal\u00e1cio de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, no cora\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, de onde jamais poderia imaginar que sairia para governar um pa\u00eds do outro lado do Atl\u00e2ntico. <strong>Tudo aconteceu muito r\u00e1pido<\/strong>. H\u00e1 quem diga at\u00e9 que os oito anos que a menina viveu no Rio foram os mais felizes da sua vida, uma inf\u00e2ncia rodeada de morros verdes e areias finas, que Maria nunca mais voltou a ver. Foram, pelo menos, os mais despreocupados, at\u00e9 que chegou \u00e0 Ba\u00eda da Guanabara a not\u00edcia da morte do av\u00f4, D. Jo\u00e3o VI, l\u00e1 em Portugal, que lhe mudou irremediavelmente a vida.<\/p>\n<p>Se pudesse, Maria teria feito como o pai, D. Pedro I do Brasil, que passou a inf\u00e2ncia em Portugal, andou pelas Am\u00e9ricas, foi imperador brasileiro, e veio morrer no mesmo quarto em que tinha nascido, no Pal\u00e1cio de <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/comprar\/queluz-e-belas-sintra\/?search%5Bdescription%5D=1&amp;search%5Bregion_id%5D=11&amp;search%5Bsubregion_id%5D=158&amp;search%5Bcity_id%5D=11545626\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Queluz<\/a>. Metade portuguesa, metade brasileira, D. Maria II teria feito o caminho contr\u00e1rio: nascida no Rio de Janeiro, governaria Portugal, at\u00e9 ter a miss\u00e3o cumprida para poder voltar \u00e0 adorada e maravilhosa cidade, com a qual nunca perdeu a liga\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque o \u00faltimo imperador do Brasil foi o irm\u00e3o, D. Pedro II.<\/p>\n<p>E \u00e9 por isso que, ao contr\u00e1rio do que parecem sugerir esses \u00faltimos anos de sofrimento, a vida de Maria da Gl\u00f3ria no s\u00e9culo XXI seria tudo menos infeliz, mas a de algu\u00e9m com tempo de educar com primor sete filhos. At\u00e9 porque, se fosse hoje, certamente essa tarefa seria partilhada com o marido Fernando. Sediada no Rio de Janeiro, a mulher-gravidez teria condi\u00e7\u00f5es suficientes, para, tamb\u00e9m ajudada pela medicina, dar \u00e0 luz 12 filhos saud\u00e1veis, aproveitando os per\u00edodos de gesta\u00e7\u00e3o para longos passeios \u00e0 beira-mar.<\/p>\n<p class=\" block-img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/c44d1296-9082-4d7e-8e81-4ba4c1f59ac6_Copia-de-Sem-nome-64.png\" alt=\"d.maria ii\"><\/p>\n<h4><strong><em>Entre os 18 e os 34 anos, D. Maria II esteve gr\u00e1vida 12 vezes. Em 2021, talvez escolhesse uma fam\u00edlia menos numerosa, mas teria tamb\u00e9m o apoio de uma medicina muito mais desenvolvida para partos mais tranquilos. O cal\u00e7ad\u00e3o em Ipanema seria o local escolhido para passar as suas longas tardes<\/em><\/strong><\/h4>\n<\/p>\n<p>Mas recuemos novamente at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX. A hist\u00f3ria de D. Maria II muda quando o pai D. Pedro I \u00e9 obrigado a deixar o Brasil, numa altura em que o ambiente em Portugal n\u00e3o era dos mais leves. O tio de Maria, D. Miguel, tinha tomado o controlo absoluto do pa\u00eds, com o apoio de quase toda a gente. Os defensores da liberdade n\u00e3o eram tantos como agora se diz, lembra o historiador Jo\u00e3o Ferreira, o que fez com que a fam\u00edlia da menina se tivesse refugiado em Fran\u00e7a, enquanto se preparava para o campo de batalha portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Pelo meio, aconteceu o primeiro \u201ccasamento falhado\u201d de D. Maria II: sabendo que n\u00e3o era muito bem visto em Portugal, D. Pedro I tinha abdicado do trono a favor da filha, \u201cprometendo-a\u201d ao tio D. Miguel. Os dois casaram por procura\u00e7\u00e3o, tinha Maria sete anos, e estava Miguel em Viena, na \u00c1ustria. <strong>Mas isso foi antes de o tio quebrar a promessa, desistir do casamento e proclamar-se rei absoluto<\/strong>. Ou seja, al\u00e9m de um casamento, o primeiro reinado de D. Maria II durou dois anos e foi pouco mais do que um falhan\u00e7o.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que a rainha era menos do que uma adolescente (tinha nove anos), <strong>mas foi sempre uma menina atenta, bem comportada e bem madura para a idade<\/strong>, segundo os relatos da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Nessa altura, com o pai exilado, Maria atravessa o Atl\u00e2ntico de barco em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa, onde h\u00e1-de passar por \u00c1ustria, Fran\u00e7a e Inglaterra, concluindo uma educa\u00e7\u00e3o de topo, sempre na companhia da madrasta, D. Am\u00e9lia. E s\u00f3 aos 15 anos, quando o pai j\u00e1 tinha vencido a guerra, \u00e9 que Maria pisa solo portugu\u00eas. E logo para o governar. Dava-se assim a bizarria de haver uma mulher a comandar um pa\u00eds onde as mulheres n\u00e3o podiam votar.<\/p>\n<p>Havia outra novidade: Portugal tinha uma constitui\u00e7\u00e3o, que vinha de 1822, e a rainha teria de governar com ela. \u201c<strong>N\u00e3o havia hist\u00f3rico de como se governava um pa\u00eds com uma constitui\u00e7\u00e3o, mas havia uma coisa que se sabia: a rainha tinha que dar herdeiros, n\u00e3o podia haver falhas<\/strong>\u201d, conta Jo\u00e3o Ferreira. E por isso era preciso a rainha casar. Combinou-se que seria com Augusto de Beauharnais, outro quase-tio, j\u00e1 que Augusto era irm\u00e3o da madrasta Am\u00e9lia. S\u00f3 que o casamento n\u00e3o durou nem dois meses, porque o pr\u00edncipe morreu.<\/p>\n<p>Foi preciso \u201cesperar\u201d pelos 16 anos para Maria da Gl\u00f3ria casar com o homem com quem ficaria at\u00e9 ao fim da vida e com quem teria todos os filhos. Chamava-se Ferdinand August, austr\u00edaco de nascen\u00e7a, e viria a ser o rei-consorte (que significa, marido da monarca) Fernando II de Portugal. Ainda n\u00e3o havia filhos, mas D. Maria II j\u00e1 fazia jus \u00e0 frase de uma vida \u201c<strong>curta, mas intensa<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Depois de um dos per\u00edodos mais violentos da hist\u00f3ria de Portugal, o que fica dos 19 anos do seu reinado \u00e9 a pacifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, e o desenvolvimento que D. Maria II conseguiu em \u00e1reas pol\u00edticas, econ\u00f3micas e, sobretudo, de educa\u00e7\u00e3o, tanto cultural quanto espiritual (lembrando que a rainha ficou com o cognome de \u201cA Educadora\u201d). Foi no seu tempo que o ensino prim\u00e1rio se tornou gratuito, por exemplo. E foi o seu amor pelo teatro que fez hist\u00f3ria. No dia em que celebrava 27 anos, a rainha inaugurou o Teatro Nacional D. Maria II, at\u00e9 hoje um dos principais centros culturais do pa\u00eds. Fica no Rossio, em <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/comprar\/lisboa\/?search%5Bdescription%5D=1&amp;search%5Bregion_id%5D=11&amp;search%5Bsubregion_id%5D=153\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lisboa<\/a>, curiosamente na pra\u00e7a que leva o nome do seu pai.<\/p>\n<p>Apesar do respeito pelas institui\u00e7\u00f5es, a rainha era meio \u2018metedi\u00e7a\u2019. \u201c<strong>Um rei constitucional reina, mas n\u00e3o governa<\/strong>\u201d, explica Jo\u00e3o Ferreira, tal como hoje um Presidente da Rep\u00fablica, e a verdade \u00e9 que \u201c<strong>ela teve sempre aquela vontade de se meter nos governos<\/strong>. Sabia-se que havia pol\u00edticos de quem ela gostava, e outros que detestava.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p class=\" block-img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/6e879635-c05e-48d1-baa6-dc9ecc6ce0e2_Copia-de-Sem-nome-65.png\" alt=\"d.maria ii\"><\/p>\n<h4><strong><em>Conhecida como a Educadora, a Maria do s\u00e9culo XXI lutaria pelas suas bandeiras de sempre: a educa\u00e7\u00e3o para todos, as problem\u00e1ticas femininas, o amor pela cultura e pelo teatro. No seu quarto cabem refer\u00eancias a Lisboa, aos filhos e a uma vida pessoal e profissional bem agitada<\/em><\/strong><\/h4>\n<\/p>\n<p>A Maria da Gl\u00f3ria de 2021 \u00e9 uma mulher preocupada com os direitos femininos, principalmente por causa da maternidade e da dificuldade que ainda recai sobre as mulheres para educar crian\u00e7as e manter uma atividade profissional intensa. A prov\u00e1-lo est\u00e3o as numerosas cartas que trocou com a rainha Vit\u00f3ria h\u00e1 tr\u00eas s\u00e9culos, onde aparecem com frequ\u00eancia os problemas que afetam o reino, e que hoje seriam os problemas da contemporaneidade, como as quest\u00f5es familiares e profissionais das mulheres, a desigualdade salarial e movimentos como o #MeToo.<\/p>\n<p>Maria seria tamb\u00e9m uma pacificadora, moderada, uma mulher de consensos e equil\u00edbrios, heran\u00e7a de uma vida familiar com v\u00e1rias divis\u00f5es, em que o pai fez o que p\u00f4de para fugir do conflito. O pulso firme e a rigidez ela deixaria para a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, que continuaria a querer que fossem os melhores de entre os melhores, como foi o filho Lu\u00eds, um ex\u00edmio tocador de violoncelo e belo tradutor de Shakespeare, com uma qualidade ainda hoje reconhecida. <strong>Mesmo que para tudo isso fosse preciso Maria recorrer \u00e0 sua faceta \u2018metedi\u00e7a\u2019<\/strong>.<\/p>\n<p>Orgulhosa das ra\u00edzes cariocas, sem medo dos r\u00f3tulos como aquele em que o Padre Jos\u00e9 Agostinho de Macedo satirizava a corte da princesa do Gr\u00e3o-Par\u00e1 \u2014 \u201cfeita e macacos e papagaios\u201d \u2014, Maria da Gl\u00f3ria guardaria em casa alguns dos seus melhores retratos. Um pouco como aquele que em 1967 entrou em circula\u00e7\u00e3o na nota de mil escudos em Portugal, onde Maria aparece jovem, de cabelo apanhado e olhar sorridente.<\/p>\n<p class=\" block-img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/9ea72c67-9919-4adf-a897-7c1e85e2c89b_Copia-de-Sem-nome-66.png\" alt=\"1000 escudos nota d.maria ii\"><\/p>\n<h4><strong>Da mesma s\u00e9rie<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>Um pal\u00e1cio feito moradia e uma garagem feita gin\u00e1sio: assim seria a casa de <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-episodio-um\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>D. Afonso Henriques<\/strong><\/a>, primeiro rei de Portugal, em 2021<\/li>\n<li>Esta seria a casa de <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-episodio-dois\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>D. Jo\u00e3o V<\/strong><\/a>, o rei que foi \u201cmenino de ouro\u201d e mulherengo, se ele vivesse em 2021<\/li>\n<li>Ambientalista e culto, <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-d-dinis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>D. Dinis<\/strong><\/a> seria um hippie-chic do s\u00e9culo 21. E esta seria a sua casa<\/li>\n<\/ul>\n<\/p>\n<div class=\"css-h5fkc8\"><strong>Ultima actualiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> 01 outubro 2021<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E se D. Maria II vivesse nos dias de hoje: como seria a sua casa? Tr\u00eas reis e uma rainha, quatro hist\u00f3rias de vida que nos ajudam a perceber melhor a hist\u00f3ria de um pa\u00eds. Neste artigo, vamos olhar para a personalidade e as principais marcas do reinado de D. 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