{"id":2478,"date":"2021-05-18T00:00:00","date_gmt":"2021-05-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias2\/2021\/05\/18\/tres-reis-uma-rainha-episodio-um\/"},"modified":"2021-05-18T00:00:00","modified_gmt":"2021-05-18T00:00:00","slug":"tres-reis-uma-rainha-episodio-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-episodio-um\/","title":{"rendered":"Um pal\u00e1cio feito moradia e uma garagem feita gin\u00e1sio: assim seria a casa de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, em 2021"},"content":{"rendered":"<p class=\"css-8qfla4\">\n<p class=\"css-m5h6m0 edperro0\">\n<h1><strong>E se D. Afonso Henriques vivesse nos dias de hoje: como seria a sua casa?<\/strong><\/h1>\n<p>\u00c0s vezes n\u00e3o parece, mas reis e rainhas s\u00e3o gente (quase) como a gente. A crise entre Harry e Meghan Markle e a fam\u00edlia real inglesa foi s\u00f3 mais uma prova disso. Os monarcas vivem num mundo paralelo, mas t\u00eam as d\u00favidas, os medos, os desejos e os gostos de qualquer ser humano.<\/p>\n<p>Tanto a governa\u00e7\u00e3o como a personalidade dos monarcas s\u00e3o marcadas pelo momento hist\u00f3rico que tiveram a sorte ou o azar de enfrentar. E se todas as casas refletem a personalidade de quem l\u00e1 vive, com os reis e as rainhas n\u00e3o \u00e9 diferente. \u00c9 isso que queremos mostrar numa s\u00e9rie de quatro artigos, em que percorremos a hist\u00f3ria de vida de outros tantos monarcas portugueses e imaginamos como seriam as suas casas e pal\u00e1cios se tivessem nascido uns s\u00e9culos mais tarde. Escolhemos tr\u00eas reis e uma rainha, que viveram em per\u00edodos bem diferentes, para termos as doses certas e equilibradas de poder, import\u00e2ncia hist\u00f3rica, coragem, supera\u00e7\u00e3o, trai\u00e7\u00e3o e gritaria. S\u00e3o eles: D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, D. Dinis, o primeiro a n\u00e3o ter de se preocupar tanto com a guerra, D. Jo\u00e3o V, o primeiro a receber o ouro vindo do Brasil, e D. Maria II, a primeira (e \u00fanica!) mulher a governar o pa\u00eds com uma constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Criado pelo Imovirtual, cada detalhe e objeto de decora\u00e7\u00e3o nas imagens representa um tra\u00e7o de personalidade, uma tara ou mania dos reis. \u00c9 como um Big Brother da fam\u00edlia real, em que eles n\u00e3o nos veem, mas n\u00f3s estamos sempre a espreitar pelo buraco da fechadura. Vamos a isso:<\/p>\n<\/p>\n<h2><strong>D. AFONSO HENRIQUES: O guerreiro das pernas finas<\/strong><\/h2>\n<\/p>\n<p>\u00c9 o primeiro rei de Portugal, o mais conhecido entre os conhecidos, o nome que vem logo \u00e0 cabe\u00e7a de qualquer portugu\u00eas sempre que se fala em monarquia. O \u201cPai da P\u00e1tria\u201d, \u201cRei dos Portugueses\u201d, o homem que ningu\u00e9m sabe bem quando e como nasceu, mas de quem todos conhecem o legado: a cria\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds no ponto mais ocidental da Europa.<\/p>\n<p>Mas quem era, afinal, esse tal Afonso Henriques? Que personalidade se escondia por tr\u00e1s das armaduras de ferro? E como \u00e9 que essa personalidade seria se o rei tivesse nascido uns s\u00e9culos mais tarde?<\/p>\n<p>Ouvimos o investigador e historiador Jo\u00e3o Ferreira, autor de v\u00e1rios livros sobre a monarquia portuguesa, para tentar imaginar onde e como gostaria de viver em 2021 esta figura t\u00e3o afamada e desconhecida ao mesmo tempo. O Imovirtual fez o resto, imaginando a casa, os objetos, os detalhes. Este artigo faz parte de uma s\u00e9rie maior, que inclui outros tr\u00eas monarcas marcantes da hist\u00f3ria de Portugal, e at\u00e9 do Brasil: D. Dinis, D. Jo\u00e3o V e D. Maria II (essa mesmo, nascida l\u00e1 no Rio de Janeiro).<\/p>\n<p>A tarefa com D. Afonso Henriques n\u00e3o \u00e9 simples. Se todas as hist\u00f3rias se vestem de lendas, cren\u00e7as e mitologias, a vida deste rei est\u00e1 ainda mais cheia delas. A come\u00e7ar pelos dias depois de ter nascido.<\/p>\n<p>Conta-se que o menino Afonso brotou \u201cmuito fraquinho\u201d do ventre da m\u00e3e, D. Teresa de Le\u00e3o. \u201c<strong>Tinha as pernas tortas, coladas, empecidas, como se dizia na altura<\/strong>\u201d, explica o historiador Jo\u00e3o Ferreira. Ora, \u201c<strong>um beb\u00e9 que nascesse assim nunca poderia andar a cavalo, o que fez com que D. Teresa e o conde D. Henrique [de Borgonha, o pai] chorassem e rezassem muito<\/strong>\u201d. No Portugal medieval daquela \u00e9poca, n\u00e3o havia mal que a religi\u00e3o e a f\u00e9 n\u00e3o resolvessem.<\/p>\n<p>Os pais decidiram pedir ajuda ao aio Egas Moniz, \u201cguerreiro muito respeitado\u201d, que levou o menino com ora\u00e7\u00f5es e promessas \u00e0 Nossa Senhora de C\u00e1rquere, em Resende, n\u00e3o muito longe do lugar onde Afonso Henriques nasceu (tema pol\u00e9mico, j\u00e1 l\u00e1 vamos).<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que, quando voltou para os pais, na casa-castelo onde <a href=\"https:\/\/www.eurodicas.com.br\/morar-em-guimaraes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">viviam em Guimar\u00e3es<\/a>, Afonso Henriques veio \u201c<strong>um menino \u00f3timo, saud\u00e1vel<\/strong>\u201d, que em breve cresceria e se tornaria \u201cum matag\u00e3o, capaz de manejar enormes e pesadas armas\u201d. Onde est\u00e1 ent\u00e3o o mito? \u201c<strong>Diz-se que o menino pode ter sido trocado<\/strong>\u201d, confidencia Jo\u00e3o Ferreira.<\/p>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o de Egas Moniz a D. Afonso Henriques ao longo da vida foi t\u00e3o grande que se adensou a desconfian\u00e7a de que aquele fosse, afinal, o seu filho biol\u00f3gico, e que, na verdade, Egas Moniz tenha ficado com o rebento dos condes, o tal das pernas tortas, para evitar problemas \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Com ou sem trocas no ber\u00e7o, com ou sem interven\u00e7\u00e3o divina, a for\u00e7a, a coragem e a bravura marcaram a vida e o reinado de D. Afonso Henriques. De outra forma n\u00e3o poderia ser: na Europa do s\u00e9culo XII, s\u00f3 chegava a chefe militar quem reunisse todas essas caracter\u00edsticas. E D. Afonso Henriques foi um dos mais destacados chefes militares da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Entre as v\u00e1rias batalhas, destacam-se os momentos em que as suas tropas cercaram duas cidades \u2014 um resultou em vit\u00f3ria, o outro nem tanto:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Cerco de <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/comprar\/lisboa\/?search%5Bregion_id%5D=11\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lisboa<\/a><\/strong>. Aconteceu em 1147 e significou a reconquista crist\u00e3 da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica aos mouros. Gra\u00e7as a essa vit\u00f3ria, Afonso Henriques passou a ter um amor especial pelo Castelo de S\u00e3o Jorge, na capital. \u201cFoi uma ac\u00e7\u00e3o militar muito importante, quer do ponto de vista pol\u00edtico e diplom\u00e1tico, quer log\u00edstico, que durou semanas e contou com a participa\u00e7\u00e3o do numeroso ex\u00e9rcito internacional de participantes na 2\u00aa Cruzada, que o &#8216;lobby&#8217; diplom\u00e1tico convenceu a combater em Portugal antes de seguirem viagem para a Terra Santa\u201d, detalha Jo\u00e3o Ferreira.&nbsp;<\/li>\n<li><strong>Cerco de Badajoz<\/strong>. J\u00e1 mais velho, em 1169, D. Afonso Henriques entra por Badajoz para conquistar o cora\u00e7\u00e3o da Andaluzia, mas pouco tempo depois, as tropas portuguesas s\u00e3o cercadas. O rei ordena a retirada e, no momento em que foge, cai do cavalo, batendo com a perna direita (que a lenda tamb\u00e9m diz que era a perna fraca do rei) e \u00e9 apanhado pelas tropas de Fernando II de Le\u00e3o, seu genro (tinha casado com D. Urraca, filha de Afonso Henriques). Para sair dessa, D. Afonso Henriques teve de restituir as pra\u00e7as conquistadas aos leoneses, Trujillo, C\u00e1ceres e Mont\u00e1nchez. Foi o princ\u00edpio do fim de um dos maiores militares do seu tempo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m das batalhas f\u00edsicas, h\u00e1 uma batalha narrativa e hist\u00f3rica com s\u00e9culos de exist\u00eancia: <strong>onde nasceu Afonso Henriques?<\/strong> A historiografia tradicional foi sempre apontando Guimar\u00e3es como ber\u00e7o da p\u00e1tria e do pr\u00f3prio Afonso, mas a contempor\u00e2nea, confirmada nos anos mais recentes pelo trabalho do reputado historiador Jos\u00e9 Mattoso, dizem que o local de nascimento poder\u00e1 ter sido <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/comprar\/viseu\/?search%5Bregion_id%5D=18\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Viseu<\/a>. Jo\u00e3o Ferreira arruma a pol\u00e9mica assim: \u201c<strong>Afonso Henriques \u00e9 certamente um minhoto de Guimar\u00e3es ou um beir\u00e3o de Viseu<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>No seu enorme peito cabem duas cidades. Por\u00e9m, Guimar\u00e3es \u00e9 a que ocupa mais espa\u00e7o. Se fosse hoje, Afonso Henriques n\u00e3o seria rei, mas tamb\u00e9m n\u00e3o teria d\u00favidas em regressar ao castelo da sua vida. N\u00e3o seria estranho v\u00ea-lo a exercitar o corpo na muralha ou a organizar maratonas com passagem pelos principais espa\u00e7os da cidade, como o Largo da Oliveira, sem medo de ser notado (\u00e9, ele tamb\u00e9m teria l\u00e1 o seu ego). Mais dif\u00edcil seria ver o rapazinho das pernas finas de copo da m\u00e3o numa discoteca. Afonso Henriques \u00e9 um homem ocupado, sem tempo a perder e sem calorias a mais para queimar.<\/p>\n<p class=\" block-img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/de55c80f-cabd-4c2d-9050-1f77e8de1c1b_Copia-de-D.-Afonso-Henriques-_-Exterior-2.png\" alt=\"d.afonso henriques\"><\/p>\n<h4><strong><em>Se fosse em 2021, Afonso Henriques n\u00e3o seria rei, mas continuaria a querer viver numa casa na sua cidade de sempre: Guimar\u00e3es. Sem medo de ser notado, circularia pelas ruas e encostas da cidade com o corpo largo e as pernas finas que a hist\u00f3ria documentou<\/em><\/strong><\/h4>\n<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que Afonso Henriques ficou \u00f3rf\u00e3o de pai ainda em crian\u00e7a. N\u00e3o se sabe exatamente com que idade, porque a data de nascimento do rei ainda \u00e9 disputada pelos historiadores (1106, 1109, 1111?). E isso \u00e9 importante tamb\u00e9m: <strong>h\u00e1 muita informa\u00e7\u00e3o incerta acerca de D. Afonso Henriques, inclusive as mais b\u00e1sicas, como a data de nascimento ou a apar\u00eancia f\u00edsica<\/strong>. Sabemos, por\u00e9m, que teve sete filhos, um deles futuro rei, D. Sancho I (havia um herdeiro var\u00e3o mais velho, mas morreu em crian\u00e7a).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m sobre a fam\u00edlia, h\u00e1 uma lenda que nunca larga a vida deste rei: a de que bateu na m\u00e3e. H\u00e1 at\u00e9 vers\u00f5es que dizem mesmo que a matou, embora n\u00e3o seja bem esse o caso. Na tarde de 24 de junho de 1128, deu-se a famosa Batalha de S\u00e3o Mamede (em Guimar\u00e3es, mais uma vez), que Jo\u00e3o Ferreira lembra que n\u00e3o foi bem uma batalha, \u201cpelo n\u00famero relativamente reduzido de efetivos que mobilizou\u201d. De um lado, \u201cportugueses\u201d, do outro lado, \u201cgalegos\u201d, a disputar o territ\u00f3rio que haveria de ser Portugal. De facto, Afonso Henriques e a m\u00e3e estavam em barricadas opostas, j\u00e1 que D. Teresa n\u00e3o s\u00f3 apoiava as tropas do Conde galego Fern\u00e3o Peres de Trava como era sua amante, namorada, o que quisermos \u2014 lembrando que o marido, pai de D. Afonso Henriques, j\u00e1 estava morto.<\/p>\n<p>O fim da hist\u00f3ria todos sabem sem erro: D. Afonso Henriques liderou as tropas vencedoras, o Condado Portucalense n\u00e3o passou para as m\u00e3os dos galegos e o homem que haveria de ser coroado primeiro rei de Portugal ficou para sempre como o \u201cPai da P\u00e1tria\u201d. E Guimar\u00e3es como o ber\u00e7o dessa p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Ter tido essa rela\u00e7\u00e3o<em> sui generis <\/em>com os pais n\u00e3o significa que ele hoje n\u00e3o fosse um homem de fam\u00edlia. Pelo contr\u00e1rio, Afonso Henriques seria do tipo leal, para a fam\u00edlia e para os amigos, mesmo que isso implicasse dizer-lhes coisas pouco simp\u00e1ticas \u2014 \u201c<strong>ele nunca levava desaforos para casa<\/strong>\u201d, nota Jo\u00e3o Ferreira. No fundo, Afonso seria um jovem de boas fam\u00edlias, com uma educa\u00e7\u00e3o centrada nos valores militares e um irreprim\u00edvel culto e paix\u00e3o pelo corpo. \u201c<strong>Sempre cioso dos seus pergaminhos<\/strong>\u201d, sempre apaixonado pelo pa\u00eds e pelos portugueses, vendendo a todos os turistas em Guimar\u00e3es a ideia de um pa\u00eds \u00fanico.<\/p>\n<p>Se o gin\u00e1sio n\u00e3o fosse a sua grande paix\u00e3o, o jovem Afonso escolheria o rugby, o desporto que melhor combina a dureza com a lealdade. S\u00f3 que a vontade de treinar sozinho e de depender s\u00f3 de si pr\u00f3prio e das suas capacidades \u00e9 mais forte para algu\u00e9m que cresceu com o estigma da \u201cperna fina\u201d. Se Afonso Henriques, o rei, tinha mais espadas do que cavalos, Afonso Henriques, o vimaranense de 2021, tamb\u00e9m teria mais halteres do que carros. E faria da garagem um gin\u00e1sio, especialmente \u00fatil para os dias de quarentena.<\/p>\n<p class=\" block-img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/e8f7865a-e81b-47a5-b870-e941c9839b79_Copia-de-Sem-nome-72.png\" alt=\"d.afonso henriques\"><\/p>\n<h4><strong><em>Amor de m\u00e3e sim, mas: Afonso Henriques era do tipo leal e fiel aos seus princ\u00edpios, mesmo que isso implicasse a pr\u00f3pria fam\u00edlia. Se fosse preciso atirar \u00e0 pr\u00f3pria m\u00e3e, n\u00e3o hesitaria. Mas se fosse preciso salvar um inimigo, tamb\u00e9m n\u00e3o. Da sua garagem faria um gin\u00e1sio, uma esp\u00e9cie de ref\u00fagio<\/em><\/strong><\/h4>\n<\/p>\n<p>A fechar, deixamos mais uma hist\u00f3ria pitoresca, que d\u00e1 conta da personalidade do primeiro monarca portugu\u00eas. A hist\u00f3ria do famoso \u201cBispo Negro\u201d. Numa atitude \u201c<strong>quase progressista<\/strong>\u201d, graceja Jo\u00e3o Ferreira, D. Afonso Henriques, depois de uma disputa com a Igreja e \u201cpor querer afirmar a import\u00e2ncia e o primado da arquidiocese de <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/comprar\/braga\/?search%5Bregion_id%5D=3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Braga<\/a> contra Toledo e Compostela [Espanha] na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica\u201d, despede um bispo de Coimbra e nomeia outro, com uma particularidade: era um homem negro, o que, como recorda Jo\u00e3o Ferreira, era naquele tempo associado a pessoas escravas e aos pr\u00f3prios mouros que Afonso Henriques tinha combatido.<\/p>\n<p>Mas desengane-se quem pensa que isso \u00e9 um sinal de que hoje o primeiro rei de Portugal estaria numa marcha Black Lives Matter. \u201c<strong>A preocupa\u00e7\u00e3o era sempre de poder e afirma\u00e7\u00e3o, mostrar que quem mandava era ele. Fazia o que quisesse<\/strong>.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<h4><strong>Da mesma s\u00e9rie<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>Esta seria a casa de <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-episodio-dois\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>D. Jo\u00e3o V<\/strong><\/a>, o rei que foi \u201cmenino de ouro\u201d e mulherengo, se ele vivesse em 2021<\/li>\n<li>Como seria em 2021 a casa da menina brasileira que foi <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-episodio-tres\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>rainha de Portugal<\/strong><\/a>?<\/li>\n<li>Ambientalista e culto, <a href=\"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/lifestyle\/tres-reis-uma-rainha-d-dinis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>D. Dinis<\/strong><\/a> seria um hippie-chic do s\u00e9culo 21. E esta seria a sua casa<\/li>\n<\/ul>\n<\/p>\n<div class=\"css-h5fkc8\"><strong>Ultima actualiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> 01 outubro 2021<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E se D. Afonso Henriques vivesse nos dias de hoje: como seria a sua casa? \u00c0s vezes n\u00e3o parece, mas reis e rainhas s\u00e3o gente (quase) como a gente. A crise entre Harry e Meghan Markle e a fam\u00edlia real inglesa foi s\u00f3 mais uma prova disso. Os monarcas vivem num mundo paralelo, mas t\u00eam &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2480,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lifestyle"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2478\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imovirtual.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}