Lisboa é uma das cidades europeias mais atrativas para investimento imobiliário em 2021

24 abril 2021

De Maria Luísa

Lisboa é uma das cidades europeias mais atrativas para investimento imobiliário em 2021

Lisboa é uma das dez cidades europeias mais atrativas para investimento imobiliário em 2021, ocupando o décimo lugar do relatório EMEA Investor Intentions Survey 2021, divulgado pela CBRE. O topo da lista é liderado por Londres, que apesar do pós-Brexit, mantém a importância enquanto cidade com maior atratividade para investimento imobiliário na Europa. Berlim e Frankfurt arrecadaram o segundo e terceiro lugares, seguindo-se Paris e Amesterdão. A Alemanha posiciona-se como o país com o maior número de cidades a integrarem a tabela, com Munique e Hamburgo a surgirem na sexta e sétima posição. Os últimos lugares pertencem a Zurique, Varsóvia e claro, Lisboa.

O relatório revelou que, no geral, cerca de 60% dos investidores europeus planeia investir mais em imobiliário este ano do que em 2020. Quase 75% indicaram querer comprar 10% ou mais este ano em comparação com o anterior, ainda que existam algumas diferenças percetíveis entre os vários países. Exemplificando, no Reino Unido, mais de 80% dos investidores manifestaram vontade de investir mais capital.

Ainda que o teletrabalho e o trabalho flexível tenham ganho terreno, por conta da pandemia COVID-19, a análise revela que os escritórios são a classe de ativos preferida dos investidores europeus. Os números indicam que para 35% dos inquiridos a área dos escritórios é a preferida dentro do sector imobiliário, refletindo um sentimento positivo do mercado sobre o futuro dos escritórios de qualidade (Classe A).

O sector residencial também ganha cada vez mais importância ao ser destacado como a segunda classe de ativos imobiliários mais popular, com 24% das intenções, seguido do sector industrial e logístico com 22%. Assim, espera-se que nestes três setores os preços permaneçam mais fortes, enquanto a maioria dos investidores prevê reduções de valor consideráveis para certos tipos de ativos de comércio e hotéis, tal como para escritórios de qualidade inferior.

Por conta da incerteza que a pandemia trouxe e do seu impacto nos fundamentos económicos e imobiliários, mais de 50% dos inquiridos indicaram uma preferência por estratégias core e core plus, em 2021.

Os investidores demonstraram um maior foco na adoção de estratégias de sustentabilidade (ESG - Environmental, Social and Governance), com dois terços a indicarem que já adotaram os critérios ESG nas suas práticas de investimento. As empresas sediadas no Reino Unido são as mais atentas a este tema, com 89% dos inquiridos a revelar que já adotaram estratégias ESG.

De acordo com Cristina Arouca, Diretora da área de Research da CBRE Portugal, “Em Portugal o investimento em imobiliário comercial arrancou timidamente em 2021 devido ao confinamento geral a que o país ficou sujeito, incluindo restrições relativamente a viagens e realização de visitas a imóveis, refletindo-se num forte abrandamento da atividade de investimento durante os três primeiros meses do ano. A CBRE registou um investimento na ordem dos 200 milhões de euros, que representa cerca de 40% acima do observado no segundo trimestre de 2020, aquando do primeiro grande confinamento, mas 50% abaixo do trimestre anterior”.

Para Nuno Nunes, Diretor de Capital Markets da CBRE Portugal, continua a haver um elevado interesse pelo mercado imobiliário português e, com o gradual desconfinamento do país e um plano de vacinação a avançar, espera-se um segundo semestre bastante dinâmico. “Portugal está perfeitamente dentro do radar da comunidade internacional de investimento e, a nível nacional, prevemos evoluções muito positivas na capacidade de investimento dos players locais. Existem atualmente mais de 2.400 milhões de euros de ativos em comercialização ou com processos em curso para serem lançados a mercado em breve, levando-nos a antecipar um volume de investimento para o ano de aproximadamente 2.600 milhões de euros. Sendo um montante ligeiramente abaixo do observado no ano passado (de 2.900 milhões de euros), é ainda bastante relevante para o mercado nacional”, refere o dirigente.

Com a expectativa de que os planos de vacinação se mantenham dentro do calendário estipulado, a CBRE prevê que em 2021 os volumes de investimento europeu aumentem até 5% em relação ao ano anterior, embora seja provável que haja alguma variação entre países e classes de ativos.

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Ultima actualização: 24 abril 2021

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