O que atrai moradores ao centro de Lisboa? A proximidade do local de trabalho e/ou estudos, de comércio e serviços, as facilidades a nível de transportes.

Embora os preços da habitação sejam mais elevados no centro da cidade de Lisboa, em comparação com a periferia, “a falta de transportes, demasiado tempo perdido em deslocações, pouco comércio”, ou até o gosto por viver nesta zona da cidade justificam a preferência pelo centro.

De acordo com uma análise da Deco no Jornal de Negócios, Lisboa é o distrito nacional que regista o preço médio por habitação mais alto. Em 2018 os valores médios fixaram-se nos 1475,53 euros, mensais, para o arrendamento.

Neste âmbito, as freguesias da Ajuda, Avenidas Novas, Misericórdia, Marvila, Estrela e Parque das Nações são aquelas que apresentam os preços mais altos, para imoveis T2, enquanto que nos Olivais, em Santa Clara e em Santo António encontra valores “mais justos”.

Ainda assim o custo de vida em Lisboa é mais baixo em relação a outras capitais da Europa.

Para além da questão do preço, há vários outros fatores que interferem na preferência por determinada zona para viver: a qualidade de vida, a diversidade de serviços e comércio, a acessibilidade, a educação, as opções na área da saúde, a oferta de transportes.

Fatores esses que, no caso da cidade de Lisboa, fazem mais peso na balança para o lado positivo, constituindo vantagens de arrendar um imóvel central.

As nivel dos transportes não faltam opções de deslocação, desde o metro, aos autocarros (Carris), passando pelo comboio, e ainda pelas bicicletas e trotinetes que cada vez ganham mais adeptos.

Apesar de ser a cidade das Sete Colinas, circular em bicicleta ou trotinete torna-se cada vez mais fácil, com o desenvolvimento das ciclovias. Prevê-se, inclusive, o aumento da rede de ciclovias, de 90 para 200 quilómetros até 2021, segundo anúncio da Câmara Municipal de Lisboa. Veja aqui o trajeto das ciclovias na plataforma da rede ciclável.

Além disso, viver no centro da capital portuguesa permite-lhe, ainda, estar mais próximo daquela que é a verdadeira essência da cidade e da paisagem arquitetónica que a caracteriza: os prédios antigos, os monumentos, as fachadas trabalhadas, os azulejos e a calçada tipicamente portugueses.