Se não tem uma casa própria e sempre saltou de casa em casa, então talvez não tenha assim tantos pertences como teria um proprietário. Se arrenda casa por curtos períodos, além de estar familiarizado com todo o antes e depois de uma mudança, já deve ter aprendido algumas dicas pela experiência. Se, no entanto, há anos que não arruma a trouxa e se muda, esta pode ser uma tarefa desafiante. Para uns e para outros, há sempre sugestões que facilitam a mudança.

A primeira coisa a fazer é olhar para o calendário. Enquanto arrendatário terá de avisar o senhorio – por carta registada – da sua intenção com antecedência:

  • 120 dias (4 meses) se o contrato inicial for igual ou superior a 6 anos;
  • 90 dias (3 meses) se o contrato inicial for igual ou superior a 1 ano e inferior a 6;
  • 60 dias (2 meses) se o contrato inicial for igual ou superior a 6 meses e inferior a 1 ano;
  • 1/3 do prazo de duração inicial do contrato caso este seja de prazo inferior a 6 meses.

Caso a decisão que motivou a mudança tenha partido do senhorio, então terá de o comunicar segundo a lei:

  • 240 dias (8 meses) se o prazo inicial do contrato for igual ou superior a 6 anos;
  • 120 dias (4 meses) se o prazo inicial do contrato for igual ou superior a 1 ano e inferior a 6;
  • 60 dias (2 meses) se o prazo inicial do contrato for igual ou superior a 6 meses e inferior a 1 ano;
  • 1/3 do prazo de duração inicial do contrato caso este seja de prazo inferior a 6 meses.

Não se comprometa com um novo imóvel antes de tratar de comunicar a mudança ao senhorio, senão arrisca-se a ter de pagar duas rendas.

Depois desta etapa, marque a data de saída da casa de forma a coincidir com a data de entrada na nova casa – o ideal seria fazer a transição aproveitando um fim-de-semana, em que idealmente terá maior disponibilidade.

Numa terceira fase, analise o que tem em casa: num monte coloque as coisas que são indispensáveis e que tem obrigatoriamente de empacotar, num segundo monte, as coisas que pode deitar fora, revender ou doar, e numa terceira pilha as “indecisões”.

Assim, comece por empacotar o obrigatório. As peças frágeis convém embrulhar em plástico-bolha e só depois encaixotar. Se realmente preparar a mudança com antecedência pode mesmo ir a lojas/supermercados pedir caixas de cartão – não só poupa dinheiro como está a dar uma segunda vida a cartão que seguiria para o lixo.

Agora, à luz do que já encaixotou, volte a analisar a pilha das indecisões. No caso de se tratar de roupa, quantas vezes usou a peça durante o ano? No caso de outros objetos, dá-lhes uso? No caso de serem coisas com valor sentimental guarde-as – uma casa não é um lar sem personalização!

Na véspera da mudança tente não comprar comida, mas sim cozinhar e preparar tudo o que tenha congelado ou no frigorífico. É um saco/caixa a menos a pesar-lhe no dia D.

Caso tenha móveis para mudar, então opte por contratar uma transportadora que facilite essa transição. Lembre-se: no momento da mudança, em termos práticos, já terá de ter o novo imóvel totalmente desimpedido para o poder organizar a gosto e terá também de já ter a chave (o que significa ter assinado o contrato).

O Imovirtual deseja-lhe boas mudanças e boa sorte com a nova vizinhança!