1 950 000 €
  • 9 278 m²
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Centro Geriátrico do Pedroso, Vila Nova de Gaia.

Pedroso e Seixezelo, Vila Nova de Gaia, Porto
1 950 000 €
210 €/m²
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ImperCasa
915

Propriedades

  • Área de terreno (m²): 9 278 m²

Descrição


Comercializado por: ImperCasa

Licença AMI: 11952




IDEOLOGIA DE INTERVENÇÃO: No contexto urbano existente, esta é uma zona predominantemente habitacional, com edifícios de todo tipo no que concerne a cérceas, volumetrias e ocupações. O desenvolvimento de toda a construção existente faz-se ao longo das vias, criando inúmeras parcelas de terreno, umas de área reduzida, ocupadas maioritariamente com construções de volumetria menor, outras com áreas consideráveis sem qualquer tipo de intervenção. O terreno alvo de intervenção, é um dos inúmeros com características semelhantes que existem na zona, resultantes do desenvolvimento de vias de comunicação que definem a malha urbana existente, descontinuada e incaracterística. Na zona envolvente mais próxima, poucas são as referências arquitectónicas de relevo, apesar de este terreno ter como confrontante uma das poucas referências, Igreja de Pedroso, esta, a par das duas vias que limitam o terreno, foi uma das principais condicionantes desta intervenção. A implantação proposta, reflecte essa preocupação. Se por um lado seria necessário resolver o confronto com as duas vias públicas, por outro, a preocupação em respeitar não só o edifício em si (Igreja), como também tudo o que ele representa. A ideologia de intervenção e ocupação no terreno, tem como objectivo as preocupações acima enumeradas bem como possibilitar a aplicabilidade do programa proposto e garantir a melhor rentabilidade do terreno. Dar relevância á viabilidade económica e comercial de um equipamento desta natureza, tornou-se também um elemento relevante nesta intervenção, sempre em consonância com o regulamento municipal existente para o local.

IMPLANTAÇÃO: A mancha de implantação proposta e posteriormente desenvolvida, teve em conta e como foi atrás referido, toda a envolvente, a morfologia do terreno, orientação solar mas também inúmeras restrições e imposições por parte da entidade licenciadora que, mesmo sabendo da importância que um equipamento com estas características terá para a zona e para o concelho de Gaia, não permite que se modifique a estratégia de intervenção e desenvolvimento urbanístico para a zona em causa, criando algumas restrições ao nível da intervenção entre as quais se destaca a proibição de volumes acima de uma determinada extensão e cércea, para que qualquer que fosse a proposta, viesse a acrescentar qualidade e ordenamento na malha existente, evitando a criação de volumes com áreas excessivas que nascem de forma autónoma e egocêntrica, descorando o lugar e a envolvente. A proposta de implantação apresentada, é o resultado de uma sequência de estudos e experiências, em que as preocupações assentam no que atrás foi referido e na necessidade de rentabilizar ao máximo os índices de construção permitidos para o local. O terreno, a orientação solar, a envolvente, são factores preponderantes e que orientam a forma de intervenção e a maneira como se desenvolve o programa na volumetria proposta. O lugar assume assim importância preponderante na concepção e desenvolvimento de toda a proposta apresentada, desde logo na hierarquização das ruas que confrontam com o terreno. Após observação, estudo e análise de toda a envolvente, ficou claro onde deveriam ser localizados os principais conteúdos programáticos previamente elaborados. Se a rua de São Bento, tem papel preponderante não só pela sua morfologia, perfil mas também pelas características de edificações existentes, onde se assume claramente como principal ponto de acesso ao local, por outro lado, a rua Central de Afonsinho, com características diametralmente opostas, tem tudo para ser o eixo secundário que serve este terreno. De uma forma natural se chegou á conclusão de que seria aqui a localização de todos os espaços habitacionais do edifício. A localização dos apartamentos e quartos deveria estar voltada para esta rua, onde predominam edifícios de habitação unifamiliar de volumetria reduzia e com pouca afluência de trânsito, trata-se portanto de uma rua mais sossegada que a outra confrontante do terreno. O declive destas duas ruas não permite que o acesso ao edifício fosse feito em toda a sua extensão mas apenas em alguns pontos singulares. Esta preocupação prende-se com a necessidade de ter uma cota única no interior do lote, evitando desníveis e permitir a circulação sem restrições no interior do mesmo. Esta preocupação prende-se sobretudo por razões de mobilidade, assumindo claramente as necessidades e características do cliente tipo de um centro geriátrico, pessoas seniores e com mobilidade condicionada em grande parte dos casos. De acordo com os desenhos apresentados, podemos ver que a implantação proposta, se fecha sobre si própria, criando um pátio interior que, quanto a nós, é fundamental para o desenvolvimento do programa proposto, quer no que respeita á criação de espaços interiores de estar e lazer de acesso reservado, quer no que respeita á necessidade de ter um maior número de frentes possível por forma a conseguir-se estratificar funções e ocupações dentro de um único volume, que funciona como um todo mas, a sua implantação além de permitir a criação de novas frentes urbanas (nascente e poente), colmata a norte, as traseiras das construções existentes que, foram nascendo marginalmente e sem qualquer qualidade arquitectónica. É importante referir que, esta implantação abrese a sul, permitindo não só a entrada de luz no pátio interior mas também e, principalmente, o acesso visual e físico com a Igreja existente. Esta implantação, assume e releva a importância que o espaço exterior tem em equipamentos semelhantes, a forma em U da mancha proposta, permite não só a resolução das duas frentes urbanas, como a criação do pátio exterior, comum a quase todo o edifício, quer física quer visualmente. Esta solução permite a criação de percursos, espaços abertos e espaços exteriores mais reservados e de maior sossego.

VOLUMETRIA: Formalmente, a proposta apresentada, respeita os regulamentos municipais aplicáveis á zona em causa, garantindo os limites máximos permitidos no que respeita á cércea, afastamentos, largura e comprimento dos volumes. Por imposições legais, todas as frentes de rua, não têm uma extensão com mais de 24 metros. Este foi um dos principais constrangimentos no desenvolvimento desta proposta. As quebras volumétricas, resultam desta da aplicação do programa dentro das imposições legais.



PROGRAMA: Todos os conteúdos programáticos ajustam o programa ás necessidades requeridas pelo cliente, a fim de tornar este centro, um espaço funcional, atractivo e gerador de uma dinâmica própria. 


Cave Propõe-se o acesso automóvel a este piso, a partir da cota baixa da rua de S. Bento. Todo ele estará destinado a aparcamento, arrumos e serviços de apoio ao bom funcionamento do edifício como a lavandaria e armazém geral. Toda a área destinada a cozinha está também localizada neste piso, com ventilação directa e luz natural, zona para cargas e descargas reservada, despensa e economato.

Piso 0: Ao nível do Piso 0, propomos, serviços, zonas de lazer, pátios exteriores e apartamentos. Toda a zona destinada a serviços, fica orientada para a rua principal (rua de S. Bento), permite o acesso principal ao edifício, fazendo-se aqui a distribuição para os vários sectores. Esta zona, inclui todo o tipo de serviços destinados aos utentes internos e a quem vem de fora, tais como: restaurante e anfiteatro, centro de geriatria, que inclui piscina, ginásio, serviços médicos e toda a parte administrativa. A zona de lazer interior, corresponde a espaços polivalentes destinados a actividades de grupo e zonas de estar. Neste piso, a proposta contempla a criação de quartos para a residência sénior. A localização de alguns dos serviços neste piso foi estrategicamente escolhida de forma a possibilitar a sua utilização independente do resto do edifício, deste modo assegura a oportunidade de se poder gerir autonomamente estes espaços, consultas internas e externas, lojas, restaurante e bar, auditório, piscina e ginásio, rentabilizando sem prejudicar toda a actividade desenvolvida no resto do edifício.

Piso 1: A este nível, continua a desenvolver-se toda a área destinada a serviços, á semelhança do rés-do-chão, com a particularidade de, aqui, a volumetria correspondente a este piso, é interrompida por razões legais já atrás enumeradas. Continua também a desenvolver-se toda a área residencial, sendo que, esta está agora ladeada numa das extremidades por uma área destinada a tratamentos e quartos individuais. Esta área terá todo o tipo de serviços de apoio a acamados, tratamento de roupas, banhos assistidos, consultórios médicos, etc.

Piso 2: Este piso, poderá ter no máximo 50


Características

  • Negociável

Mapa


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Id do anúncio no Imovirtual: 5811028
Referência interna: S852683
Data de criação: 2 years ago
Data de modificação: 10 days ago
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